Criminoso reagiu a ameaças anteriores; moradores relatam tensão na comunidade
A família de um homem apontado como suspeito de matar um casal a tiros na noite deste domingo (23), no bairro Irmã Dulce, em Santo Antônio de Jesus, afirma que o crime ocorreu em legítima defesa. Luís Gabriel Sales Santos e Vanusa Ramos da Silva foram mortos a tiros.
Uma familiar, que preferiu não se identificar, disse que o suspeito reagiu para não ser morto.
“Foi legítima defesa, se ele não matasse, ele morria”, afirmou.
Segundo a mulher, a família do suspeito já vinha sofrendo ameaças constantes pelas vítimas e chegou a registrar diversos boletins de ocorrência. “A gente já estava sendo ameaçada. Fizemos vários boletins, pedimos socorro na delegacia e no Ministério Público, mas nada foi resolvido. Eles continuavam no bairro, ameaçando a gente”, declarou.
Ainda conforme o relato, no dia do ocorrido, uma irmã dela teria sido agredida pelo casal. “Minha irmã foi agredida com socos, tapas, está toda roxa, com dores no corpo. Eles já eram acostumados a fazer isso, entravam na casa das pessoas, batiam nas pessoas”, disse.
A familiar também acusa o homem morto, conhecido pelo apelido de “Beda”, de intimidar moradores da região. “Ele andava armado, ameaçava todo mundo. Já disse que ia ‘encher de bala’ meu sobrinho de 17 anos, que ia matar nossa família inteira, de criança a idoso, e que não dava nada pra ele”, relatou.
Segundo ela, há registros em vídeo das ameaças. “Tem vídeo deles passando na frente da nossa casa dizendo que iam pegar a gente fora do bairro, que iam deixar a gente na pista”, afirmou.
A mulher também alegou que a família vinha sendo pressionada a deixar o local. “A gente já estava com placa de venda nas casas, querendo sair do bairro. Estávamos com medo, sem sair de casa, esperando uma oportunidade para ir embora”, disse.
De acordo com a versão apresentada, no momento do crime, o suspeito teria reagido diante de uma situação de risco iminente. “Ele estava armado. Meu cunhado não tinha intenção de atirar, mas foi para se defender. Eles já chegaram com intenção de guerra”, declarou.
Ela ainda afirmou que, durante a confusão, a mulher morta teria tentado intervir. “Ela se jogou na frente dele. Também estava com um bloco na mão”, disse.
Após o crime, a familiar relata que houve represálias contra a família do suspeito. “Entraram na loja da minha irmã e tocaram fogo. Não sobrou nada. Também queriam invadir nossa casa e queimar nossos carros”, contou.
Segundo ela, toda a família precisou sair às pressas do bairro. “Estamos sofrendo represálias. Tivemos que sair com medo de morrer”, afirmou.
A denunciante também reforçou que outras pessoas da comunidade teriam passado por situações semelhantes. “Tem várias pessoas do bairro que sofreram com eles. Eles já botaram muita gente para correr”, disse.
( Com informações do Blogdovalente )



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