Secretária de Saúde explica que falta de remédios em Santo Antônio de Jesus envolve licitação e falhas no estoque

 




Ariana Castro atribui desabastecimento a problemas em licitações, pedidos de reajuste e gestão interna das unidades de saúde



foto: reprodução vídeo

A secretária de Saúde de Santo Antônio de Jesus, Ariana Castro, afirmou, em entrevista ao reporter Itajay Jr, da Rádio Andaiá FM, durante evento da sua pasta, que os atrasos na entrega de remédios aos postos de saúde do município ocorrem por causa das solicitações de reequilíbrio de preços e de distratos por parte das empresas ganhadoras das licitações, o que obriga a gestão a reiniciar os processos de contratação. A declaração foi dada após relatos da população sobre a falta de medicamentos nas unidades de saúde.

“Mesmo após a finalização das licitações, os licitantes, os ganhadores das licitações, eles solicitam reequilíbrio de preço, eles solicitam destrato. Teve muitas empresas que solicitaram distratos. A gente tem que reiniciar novamente novas licitações ou então solicitar os licitantes remanescentes. Isso acontece porque, infelizmente, a gente não tem o planejamento com base nisso, em saber que o licitante vai deixar de fornecer. Aí acaba que a gente chama os próximos, aí o próximo não tem mais interesse, aí acaba faltando no almoxarifado”, afirmou.

Ainda durante a entrevista, a secretária disse que a falta de medicamentos também está relacionada ao gerenciamento de estoque nas unidades de saúde. Segundo ela, a orientação tem sido reforçada junto às equipes.

“Mas assim, o que a gente tem percebido muito, e uma das coisas que a gente tem chamado muito, os farmacêuticos dos distritos e também os gerentes das unidades é que observem que muitas vezes a falta é decorrente do gerenciamento do estoque. Então, uma das coisas que a gente tem buscado muito sensibilizar nossas equipes é isso, é para não deixar faltar na unidade algo que tem no nosso almoxarifado.”, disse.

Sobre as fraldas geriátricas, Ariana Castro afirmou que houve aumento no número de pessoas atendidas e também dificuldades no fornecimento por parte da indústria. Segundo ela, já houve distribuição no mês de março, há previsão para abril e novas medidas estão sendo adotadas para evitar desabastecimento.

“Com relação às fraldas, houve a falta na indústria, chegou no mês, esse mês de Estamos em massa. Chegou agora no mês de fevereiro, já houve a distribuição, já temos também agora para o mês de março para a distribuição, já fizemos o pedido também referente ao mês de abril e já estamos buscando a nova licitação para que não ocorra o desabastecimento. Saímos de um público de 170 pacientes que utilizavam fralda geriátrica para mais de 600. E temos visto crescentemente o acréscimo e o aumento dessas pessoas que necessitam de fraldas geriátricas.”, afirmou.


 







 

 

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