Advogados afirmam que investigação não encontrou elementos suficientes para vincular o influenciador aos crimes apurados na operação, que bloqueou R$ 270 milhões.
O influenciador Matheus Rifas, preso durante a Operação Martelo, foi retirado da investigação após o Ministério Público não apresentar denúncia contra ele. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (28) pelos advogados Luiz Freaza e Samuel Lordelo, que afirmam ter conseguido demonstrar que o cliente não tinha relação com os crimes investigados na operação.
Deflagrada em fevereiro, a Operação Martelo investigou suspeitas relacionadas ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro em cidades da Bahia e de Sergipe. Ao todo, 18 pessoas foram presas e aproximadamente R$ 270 milhões em bens e valores foram bloqueados no âmbito da investigação.
Segundo a defesa, Matheus foi incluído inicialmente no caso principalmente por causa de uma transferência bancária feita para uma pessoa que também era investigada. Os advogados sustentam que o pagamento correspondia a uma premiação de uma rifa realizada pelo influenciador e que ele não tinha conhecimento de eventual envolvimento do ganhador com atividades criminosas.
Além da transferência, a defesa apontou que uma projeção financeira relacionada à construção de um haras também teria sido considerada durante a investigação. De acordo com os advogados, os valores apresentados no projeto representavam apenas uma estimativa de investimento e possível faturamento, e não recursos efetivamente recebidos ou ocultados.
Ainda segundo os advogados, durante o andamento do inquérito não foram encontrados elementos suficientes para estabelecer uma ligação de Matheus com o tráfico de drogas ou com lavagem de dinheiro. A defesa afirma que apresentou documentos e esclarecimentos sobre a origem da transferência e sobre o projeto do haras.
Durante a investigação, os advogados apresentaram esclarecimentos sobre a transferência bancária e sobre os demais elementos que haviam levantado suspeitas contra o influenciador. Segundo Luiz Freaza, a estratégia foi demonstrar que as circunstâncias envolvendo Mateus não se enquadravam no contexto investigado pela Operação Martelo.
O Ministério Público denunciou 15 das 18 pessoas que haviam sido presas, conforme relatado pela defesa. Mateus e outros dois investigados não foram incluídos na denúncia.



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