Categoria elogia decisão federal que endurece fiscalização e garante cumprimento do valor mínimo no transporte de cargas
Os caminhoneiros decidiram não realizar a greve prevista após o Governo Federal editar, na quinta-feira (19), uma Medida Provisória (MP) que reforça as regras para o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, uma das principais reivindicações da categoria.
A decisão foi tomada após reunião com representantes de diversas associações, que analisaram o cenário diante da alta do diesel e dos valores pagos pelos fretes. Como parte das negociações, uma nova reunião já está marcada: lideranças da categoria devem se encontrar com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, na próxima quarta-feira (25), em Brasília.
Segundo o Governo Federal, a medida tem como objetivo ampliar a proteção aos caminhoneiros, aumentar a transparência nas operações e intensificar a fiscalização sobre empresas e contratantes do setor.
Entre os principais pontos da MP está o endurecimento das punições para quem descumprir as regras. Empresas transportadoras poderão sofrer sanções que vão desde a suspensão cautelar do registro até o cancelamento da autorização para atuar por até dois anos, em casos mais graves ou de reincidência.
Representantes da categoria avaliaram a medida como um avanço histórico, destacando que a pauta do piso mínimo vem sendo defendida desde 2018, sem efetiva implementação. Eles afirmam que o reconhecimento dessa demanda representa um passo importante para a sobrevivência da atividade.
“O cumprimento do piso mínimo para a categoria do rodoviário é de suma importância. O governo ficou bem atento nessa questão e agora estamos sendo atendidos. É o início de um sonho. O piso mínimo é vida, o piso mínimo sendo atendido é de suma importância para a sobrevivência do caminhoneiro”, declarou um dos representantes.



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